Hoje amanheci com vozes que vinham da tv. Era o jogo do Milan e Boca Juniors. Para minha surpresa Milan ganahva o jogo por 4 X 1. Lá estavam em campo argentinos, brasileiros e italianos. Todos latinos mas uns americanos e outros não. Isso nos diferencia muito. Temos um oceâno que nos separa. Eu vi nos olhos dos italianos a sabedoria dominante e imponente, da condição de saber como se ganha uma guerra e de saber como se domina os índios. Eles estavam firmes, esplêndidos, absolutos em campo. Tinham um olhar que remetia ao infinito, como se estivessem revivendo uma batalha ao mesmo tempo que pisavam no campo com a propriedade de quem legitima uma conquista. E os índios louros castelhanos? São também exuberantes, tem olhos azuis mas pele parda. Naquele momento estavam atônitos, sabiam da arrogância gravada seu no código genético, pelos seus colonizadores, mas se mostravam como índios. Mostravam-se frágeis, derrotados, com a dor na alma de quem não conseguiu demarcar o território, de quem perdeu a referência idealizada de se impor como raça latino americana, que insiste em acreditar que sua pátria, finalmente, pode derrotar os bárbaros. No fundo era isso que estava significando aquele jogo, a desforra dos colonizados sobre os colonizadores. Entretanto estavam lá, argentinos doídos, tomados pela emoção de fracasso como se não estivessem acreditando; como se o seu mundo tivesse ruído. Foi isso mesmo, o mundo ruíu enquanto a torcida cantava um canto de louvor misturado com dor. Então eles voltarão para casa, derrotados e idolatrados. Afinal, Deus é o refúgio dos desesperados da latino américa.
Mi hermanos, compartilho do seu sofimento, apesar das nossas diferenças gosto do seu tango!
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